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quarta-feira, agosto 13, 2008
Revelações de Santa Brigida - Cap. XL
Carissimo lector, andava eu agora em leituras de grande interesse e deparo-me com este dizer de Nosso Senhor, todos são interessantes e dignos de serem lidos, mas este lembrou-me de forma severa a situação que se tornou publica e totalmente descarada após o concilio Vaticano II, em que se elogia mais a humanidade do que a Deus digníssimo de todas as honras.
«Terceiro, diga-me, não é errôneo e detestável para o senhor do lar ser desprezado e para o servo ser exaltado?” E ela disse: “Sim”. E o Senhor disse: “Eu sou o Senhor de todas as coisas. Meu lar é o mundo. Todos os membros da humanidade deveriam estar a meu serviço. Todavia, Eu, o Senhor, agora sou desprezado no mundo, enquanto que a humanidade é exaltada. Portanto, você, a quem Eu elegi, cuida em cumprir minha vontade, porque tudo no mundo não é mais que uma brisa do mar e um falso senhor!”» [in:http://www.saintbirgitta.com/portuguese/book1/b1_cap40.htm]
Em capitulos anteriores encontram-se formas de pensar muito actuais e como elas são malvadas e detestáveis a Deus. Principalmente sobre o abuso da misericórdia:
«Crucificam sua mão direita confundindo justiça e injustiça ao dizer: ‘O pecado não é tão grave nem tão odioso para Deus como se diz, Ele, também, não castiga ninguém para sempre, suas ameaças são para assustar-nos. Por que haveria de redimir-nos se quisesse que morressemos?’»(1)
E continua:
«Querem continuar pecando até o fim, dizendo: ‘Se, ao final, dissermos uma única vez para que Deus tenha missericórdia de nós, sua misericórdia, que é tão grande, nos perdoará’. Ao querer o pecado sem emendar-se, querer a recompensa sem lutar por ela, não é virtude, a menos que haja algo de contrição em seu coração, ou a menos que a pessoa deseje realmente emendar seu caminho, tudo, sem que uma enfermidade ou qualquer outra condição não o impeça. »(1)
Ora não é exatamente isso que o neocatecumanato afirma? Que Deus é impossível de se ofender e portanto não há pecado. Não é o que actualmente se ouve que o inferno não existe e portanto os castigos não podem ser eternos? Ora afinal a heresia é mesmo antiga. Mais anterior que os tempos de Santa Brigida.
Para ler mais sobre as Revelações de Santa Brigida: http://www.saintbirgitta.com/portuguese/book1.htm
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Omnes Sancti et Sanctae Dei
segunda-feira, março 31, 2008
Regina Caeli
Dizem que o povo não sabe latim, até pode ser verdade. Pode não saber latim profundamente, mas ao menos reza em latim. Sim, carissimo leitor, o povo já reza em latim, pelo menos na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Portanto, não vale argumentar que lá por não se saber falar fluentemente em latim não se possa rezar nessa dita língua, como se tal fosse uma prática escandalosa.
Para que o benévolo leitor possa confirmar o que digo, aconselho-o a ouvir a oração Regina Coeli pelo próprio Papa neste domingo dia 30 de Março de 2008 anno Domini. O Papa inicia a oração e umas vozes respondem, infelizmente neste domingo essas vozes não se ouviram muito bem, e o povo responde, em latim, juntamente com essas vozes, que ignoro de quem sejam.
Aqui segue a oração Regina Coeli *(clique para ouvir):
* O ficheiro muda todas as semanas.
Actualmente a oração Regina Caeli é usada como um hino de alegria durante o Tempo Pascal (desde o Domingo de Páscoa até ao Domingo da Trindade, ate ano de 2008 desde dia 23 de Março até 18 de Maio) que se usa no lugar do Angelus. (2)
(1) Catecismo da Igreja Católica, Compêndio, acedido em http://www.vatican.va/archive/compendium_ccc/documents/archive_2005_compendium-ccc_po.html aos 31.III.2008 AD.
(2) Michael Martin, Regina Caeli, acedido em http://www.preces-latinae.org/thesaurus/BVM/ReginaCaeli.html aos 31.III.2008 AD.
Portanto, não vale argumentar que lá por não se saber falar fluentemente em latim não se possa rezar nessa dita língua, como se tal fosse uma prática escandalosa.
Para que o benévolo leitor possa confirmar o que digo, aconselho-o a ouvir a oração Regina Coeli pelo próprio Papa neste domingo dia 30 de Março de 2008 anno Domini. O Papa inicia a oração e umas vozes respondem, infelizmente neste domingo essas vozes não se ouviram muito bem, e o povo responde, em latim, juntamente com essas vozes, que ignoro de quem sejam.
Aqui segue a oração Regina Coeli *(clique para ouvir):
| Latine (1) | em português (1) |
|---|---|
| Regína cæli lætáre, allelúia. | Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia! |
| Quia quelli merúisti portáre, allelúia. | Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia! |
| Resurréxit, sicut dixit, allelúia. | Ressuscitou como disse. Aleluia! |
| Ora pro nobis Deum, allelúia. | Rogai por nós a Deus. Aleluia! |
| Gaude et lætáre, Virgo María, allelúia. | D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia! |
| Quia surréxit Dominus vere, allelúia. | C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia! |
| Orémus. Deus, qui per resurrectiónem Filii tui Dómini nostri Iesu Christi mundum lætificáre dignátus es, præsta, quǽsumus, ut per eius Genetrícem Virginem Maríam perpétuæ capiámus gáudia vitæ. Per eundem Christum Dóminum nostrum. Amen. | Oremos. Ó Deus, que enchestes o mundo de alegria com a ressurreição do Vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, concedei, nós vo-lo pedimos, que pela intercessão da Virgem Maria, Sua Mãe, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor nosso. |
* O ficheiro muda todas as semanas.
Actualmente a oração Regina Caeli é usada como um hino de alegria durante o Tempo Pascal (desde o Domingo de Páscoa até ao Domingo da Trindade, ate ano de 2008 desde dia 23 de Março até 18 de Maio) que se usa no lugar do Angelus. (2)
(1) Catecismo da Igreja Católica, Compêndio, acedido em http://www.vatican.va/archive/compendium_ccc/documents/archive_2005_compendium-ccc_po.html aos 31.III.2008 AD.
(2) Michael Martin, Regina Caeli, acedido em http://www.preces-latinae.org/thesaurus/BVM/ReginaCaeli.html aos 31.III.2008 AD.
Credo em Latim
Depois de ter escrito sobre "Professio Fidei Tridentina" ou "Credo de Pio IV", pareceu-me por bem, partilhar com o benévolo leitor, como soa o Credo em Latim. Obviamente este credo, que partilho com o benévolo leitor, não é o anterior na íntegra, mas o Credo de Niceia (Sybolum Nicaenum) o qual está contido no Credo de Pio IV.
Para que o benévolo leitor o possa identificar no escrito anterior, o credo de Niceia inicia-se assim:
Credo in unum Deum, Patrem omnipotentem, factorem caeli et terrae, visibilium omnium et invisibilium.
Só carregar no botão "play":
Canto Gregoriano de Saint-Benoît-du-Lac (Abbey : Québec), Credo IV.
Para que o benévolo leitor o possa identificar no escrito anterior, o credo de Niceia inicia-se assim:
Credo in unum Deum, Patrem omnipotentem, factorem caeli et terrae, visibilium omnium et invisibilium.
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Canto Gregoriano de Saint-Benoît-du-Lac (Abbey : Québec), Credo IV.
quarta-feira, março 19, 2008
Professio fidei Tridentina
A "Professio fidei Tridentina", também conhecido por "Credo de Saom Pio IV", he hum dos quatro Credos authoritativos da Igreja Catholica. Foi lançado aos 13 de Novembro de 1565 pelo Papa Pio IV na sua Bulla "Iniunctum nobis" sob os auspicios do Concilio de Trento (1545-1563). Elle foi subsequencialmente ligeiramente modificado depois do Concilio Vaticano I (1869-1870) para o por de accordo com as defeniçoens dogmaticas do Concilio. A principal intençaom do Credo foi defenir claramente a Fé Catholica contra a protestante.
Em tempos foi usado por Theologos como um juramento de fidelidade à Igreja e para reconciliar conversos à Igreja, mas raramente he usado nestes dias.
Em tempos foi usado por Theologos como um juramento de fidelidade à Igreja e para reconciliar conversos à Igreja, mas raramente he usado nestes dias.
| Latine | Portuguez |
|---|---|
| Ego N. firma fide credo et profiteor omnia et singula, quae continentur in Symbolo, quo Sancta Romana ecclesia utitur, videlicet: | Eu, N., com huma Fé firme acredito e professo todas e cada huma das coisas que estaom contidas no Credo que a Sancta Igreja Romana faz uso. A saber: |
| Credo in unum Deum, Patrem omnipotentem, factorem caeli et terrae, visibilium omnium et invisibilium. Et in unum Dominum Iesum Christum, Filium Dei unigenitum, et ex Patre natum ante omnia saecula. Deum de Deo, Lumen de Lumine, Deum verum de Deo vero, genitum non factum, consubstantialem Patri; per quem omnia facta sunt. Qui propter nos homines et propter nostram salutem descendit de caelis. Et incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria Virgine, et homo factus est. Crucifixus etiam pro nobis sub Pontio Pilato, passus et sepultus est, et resurrexit tertia die, secundum Scripturas, et ascendit in caelum, sedet ad dexteram Patris. Et iterum venturus est cum gloria, iudicare vivos et mortuos, cuius regni non erit finis. Et in Spiritum Sanctum, Dominum et vivificantem, qui ex Patre Filioque procedit. Qui cum Patre et Filio simul adoratur et conglorificatur: qui locutus est per prophetas. Et unam, sanctam, catholicam et apostolicam Ecclesiam. Confiteor unum baptisma in remissionem peccatorum. Et expecto resurrectionem mortuorum, et vitam venturi saeculi. Amen. | Creio em um só Deus, Pae todo-poderoso, Creador do Ceo e da Terra, De todas as coisas visiveis e invisiveis. Creio em um só Senhor, Jesus Christo, Filho Unigenito de Deus, nascido do Pae antes de todos os seculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, naom creado, consubstancial ao Pae. Por Elle todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvaçaom desceu dos Ceos. E encarnou pelo Espirito Sancto, no seio da Virgem Maria e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Poncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escripturas; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pae. De novo há-de vir em sua gloria para julgar os vivos e os mortos; e o seu Regno naom terá fim. Creio no Espirito Sancto, Senhor que dá a vida, e procede do Pae e do Filho; e com o Pae e o Filho he adorado e glorificado: Ele que falou pelos Prophetas. Creio na Igreja una, sancta, catholica e apostolica. Professo um só baptismo para a remissaom dos peccados.E espero a ressurreiçaom dos mortos e vida do mundo que há-de vir. Amen. |
| Apostolicas et Ecclesiasticas traditiones reliquasque eiusdem ecclesiae observationes et constitutiones firmissime admitto et amplector. | As tradiçoens Apostolicas e Ecclesiasticas e todas as outras observancias e constituiçoens da mesma Igreja, eu firmemente admitto e acceito. |
| Item sacram Scripturam iuxta eum sensum, quem tenuit et tenet sancta Mater Ecclesia, cuius est iudicare de vero sensu et interpretatione sacrarum Scripturarum, admitto; nec eam umquam nisi iuxta unanimem consensum Patrum, accipiam et interpretabor. | Também acceito a Sagrada Escriptura, de accordo com esse senso que a Sancta Mãe Igreja tem sustentado, e sustenta, e a quem Ella pertence julgar o verdadeiro sentido e interpretaçaom das Escripturas. Nem nunca vou acceitar e interpretá-las senaom de accordo com o consentimento unanime dos Padres. |
| Profiteor quoque septem esse vere et proprie Sacramenta novae legis a Iesu Christo Domino nostro instituta, atque ad salutem humani generis, licet non omnia singulis, necessaria: scilicet Baptismum, Confirmationem, Eucharistiam, Paenitentiam, Extremam Unctionem, Ordinem et Matrimonium; illaque gratiam conferre; et ex his Baptismum, Confirmationem et Ordinem sine sacrilegio reiterari non posse. Receptos quoque et approbatos Ecclesiae catholicae ritus in supradictorum omnium Sacramentorum solemni administratione recipio et admitto. | Eu também professo que existe verdadeira e devidamente Septe Sacramentos da Nova Lei, instituidos por Jesus Christo, nosso Senhor, e necessarios para a salvaçaom do género humano, embora nem todos saom necessarios para todos, a saber: Baptismo, Confirmaçaom, Eucaristia, Penitencia, Extrema Uncçaom, Sanctas Ordens, e Matrimonio; e que conferem graça, e que destes, Baptismo, Confirmação, e Sanctas Ordens naom pode ser repetido sem sacrilegio. Eu também recebo e admito as cerimonias acceitas e aprovadas da Igreja Catholica na administraçaom solemne dos referidos sacramentos. |
| Omnia et singula, quae de peccato originali et de iustificatione in sacrosancta Tridentina Synodo definita et declarata fuerunt, amplector et recipio. | Eu acceito e adopto cada coisa e tudo o que foi definido e declarado no sagrado Concilio de Trento sobre o peccado original e a justificaçaom. |
| Profiteor pariter, in Missa offerri Deo verum, proprium et propitiatorium sacrificium pro vivis et defunctis. Atque in sanctissimo Eucharistiae Sacramento esse vere, realiter et substantialiter Corpus et Sanguinem, una cum anima et divinitate Domini nostri Iesu Christi, fierique conversionem totius substantiae panis in Corpus ac totius substantiae vini in Sanguinem, quam conversionem Ecclesia catholica transubstantiationem appellat. Fateor etiam sub altera tantum specie totum atque integrum Christum verumque Sacramentum sumi. | Professo, igualmente, que na Missa é offerecido a Deus um verdadeiro, proprio e propiciatorio sacrificio para os vivos e os mortos e que no mais Sagrado Sacramento da Eucharistia existe verdadeira, real e substancialmente o Corpo e Sangue e, em conjunto com a Alma e Divindade de nosso Senhor Jesus Christo; e que occorre uma conversaom de toda a substancia do paom em Corpo e de toda a substancia do vinho no Sangue, cuja conversão a Igreja Catholica denomina de Transubstantiaçaom. Eu também confesso que, sob qualquer uma das espécies, Christo é recebido todo e inteiro e um verdadeiro sacramento. |
| Constanter teneo, Purgatorium esse, animasque ibi detentas fidelium suffragiis iuvari. Similiter et Sanctos, una cum Christo regnantes, venerandos atque invocandos esse, eosque orationes Deo pro nobis offerre, atque eorum reliquias esse venerandas. Firmiter assero, imagines Christi ac Deiparae semper Virginis, necnon aliorum Sanctorum habendas et retinendas esse, atque eis debitum honorem et venerationem impertiendam. | Estou firmemente seguro que existe um Purgatorio, e que as almas ahi detidos saom ajudadas pelos suffragios dos fieis. Do mesmo modo, que os sanctos, reinantes juntamente com Christo, deveraom ser honrados e invocados, e que eles offerecem oraçoens a Deus para nós, e que as suas reliquias deveraom a ser veneradas. Firmemente affirmo que as imagens de Christo, da Mãe de Deus, sempre Virgem, e também de outros Sanctos, devem ser mantidas e conservadas, e que a devida honra e veneraçaom, deve ser-lhes dada. |
| Indulgentiarum etiam potestatem a Christo in Ecclesia relictam fuisse, illarumque usum Christiano populo maxime salutarem esse affirmo. | Também affirmo que o poder de indulgencias foi deixado por Christo na Igreja, e que o uso dellas é mais salutar para povo cristaom. |
| Sanctam, catholicam et apostolicam Romanam Ecclesiam omnium ecclesiarum matrem et magistram agnosco, Romanoque Pontifici, beati Petri Apostolorum principis successori, ac Iesu Christi Vicario, veram oboedientiam spondeo ac iuro. | Reconheço a Sancta Igreja Catholica Apostolica Romana como a mãe de todas as igrejas e mestra; e eu prometo verdadeira oboediencia ao Bispo de Roma, successor de Saom Pedro, o Principe dos Apostolos, e Vigario de Jesus Christo. |
| Cetera item omnia a sacris canonibus et oecumenicis Conciliis, ac praecipue a sacrosancta Tridentina Synodo, et ab oecumenico Concilio Vaticano tradita, definita et declarata, praesertim de Romani Pontificis Primatu et infallibili Magisterio, indubitanter recipio ac profiteor; simulque contraria omnia, atque haereses quascumque ab Ecclesia damnatas et reiectas et anathematizatas ego pariter damno, reicio, et anathematizo. | Eu também, indubitavelmente, recebo e professo todas as outras coisas entregues, definida e declarada pelos sagrados Canons, e Concilios geraes, e particularmente pelo Sancto Concilio de Trento, e pelo Concilio ecumenico do Vaticano, designadamente sobre o primado do Pontifice Romano e o seu magisterio infalivel. Eu condemno, rejeito, e anathematizo todas as coisas contrarias a ele, e todas as heresias que a Igreja tem condenado, rejeitado, e anathematizado. |
| Hanc veram Catholicam Fidem, extra quam nemo salvus esse potest, quam in praesenti sponte profiteor et veraciter teneo, eandem integram, et immaculatam usque ad extremum vitae spiritum, constantissime, Deo adiuvante, retinere et confiteri, atque a meis subditis, vel illis, quorum cura ad me in munere meo spectabit, teneri, doceri et praedicari, quantum in me erit, curaturum, ego idem N. spondeo, voveo ac iuro. Sic me Deus adiuvet et haec sancta Dei Evangelia. | Esta verdadeira Fé Catholica, fora da qual ninguém pode ser salvo, que eu agora professo livremente e aos quais eu verdadeiramente adhiro, professo e juro manter inviolada e com firme constancia, com a ajuda de Deus até ao ultimo sopro de vida . E vou esforçar me, na medida do possivel, que esta mesma Fé deve ser conservada, ensinada, e professada por todos aquelles a quem eu tenho mais obrigaçaom. Eu, N., comprometo-me, prometo, e juro. Assim Deus e esses Sanctos Evangelhos de Deus me ajudem. |
Michael Martin, "Professio fidei Tidentina", em http://www.preces-latinae.org/thesaurus/Symbola/Tridentinae.html aos 19.III.2008 AD.
sábado, março 15, 2008
Saom José
Salvé Maria! Ave, ò Saom José, homem justo, esposo virginal de Maria, e pae davidico do Messias!
Hoje aos 15 de Março de 2008 he o dia de Saom José.
Hoje aos 15 de Março de 2008 he o dia de Saom José.
Segundo o blogue "Chama Viva do Carmo", este anno, por questoens de organizaçaom do calendario liturgico a Festa de Saom José passa para o dia 15 de Março. [1]
Neste escripto vou escrever algumas oraçoens a Saom José, que no meu pequeno parecer, falam abundantemente da Sua Vida.
Eis uma representaçaom de Saom José:
Neste escripto vou escrever algumas oraçoens a Saom José, que no meu pequeno parecer, falam abundantemente da Sua Vida.
Eis uma representaçaom de Saom José:
Saom José he representado geralmente segurando o Menino Jesus e uma açucena. Por vezes também se acompanha de ferramentas de carpinteiro, calice ou cruz. [2]
Oraçoens:
Ave, ò Saom José, homem justo, esposo virginal de Maria, e pae davidico do Messias;
bendito hes tu entre os homens, e bendito he o filho de Deus que a ti foi confiado: Jesus.
Saom José, Padroeiro da Igreja universal, guarda as nossas familias na paz e na graça divina, e socorre-nos na hora da nossa morte. Amen. [3]
bendito hes tu entre os homens, e bendito he o filho de Deus que a ti foi confiado: Jesus.
Saom José, Padroeiro da Igreja universal, guarda as nossas familias na paz e na graça divina, e socorre-nos na hora da nossa morte. Amen. [3]
A Vós, Saom José, recorremos em nossa tribulaçaom, e cheios de confiança, sollicitamos o Vosso patrocinio. Pelo laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Immaculada, Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente Vos supplicamos que lanceis um olhar benigno sobre nós, que sommos a herança que Jesus Christo conquistou com seu sangue, e nos socorrais nas nossas necessidades, com o vosso auxilio e poder.
Protegei, ò guarda providente da divina familia, o povo eleito de Jesus Christo. Afastai para longe de nós, ò pae amantissimo, a peste do erro e do vicio. Assisti-nos, do alto do Ceo, ò nosso fortissimo sustentaculo, na luta contra o poder das trevas, e assim como outrora salvastes a vida ameaçada do Menino Jesus, defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas dos seus inimigos e de toda a adversidade. Amparai a cada hum de nós com o vosso constante patrocínio, affim de que, sustentados com o Vosso auxilio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no Ceo a eterna bem-adventurança. Amen. [4]
Glorioso Saom José, modello de todos os que se dedicam ao trabalho, obtende-me a graça de trabalhar com espirito de penitencia, para a expiaçaom de meus numerosos peccados; de trabalhar com consciencia, pondo o culto do dever acima de minhas inclinaçoens; de trabalhar com recolhimento e alegria, olhando como huma honra empregar e desenvolver pelo trabalho os dons recebidos de Deus; de trabalhar com ordem, paz, moderaçaom e paciencia, sem nunca recuar perante o cansaço e as difficuldades; de trabalhar sobretudo com pureza de intençaom e com desapego de mim mesmo, tendo sempre diante dos olhos a morte e a conta que deverei dar do tempo perdido, dos talentos inutilizados, do bem omittido e da vã complacencia no successo, taom funesta à obra de Deus.
Tudo para Jesus, tudo por Maria, tudo à vossa imitaçaom, ò Patriarcha Saom José! Tal será a minha divisa na vida e na morte. Amen. [5]
Como o escripto já vai longo, e naom quero maçar o benevolo leitor com muitas lettras, prefiro encaminhar para o site onde poderá ler a devoçaom das Septe Dores e Alegrias de Saom José:
http://rosariopermanente.vilabol.uol.com.br/devocoes/sjosesete.htm
Protegei, ò guarda providente da divina familia, o povo eleito de Jesus Christo. Afastai para longe de nós, ò pae amantissimo, a peste do erro e do vicio. Assisti-nos, do alto do Ceo, ò nosso fortissimo sustentaculo, na luta contra o poder das trevas, e assim como outrora salvastes a vida ameaçada do Menino Jesus, defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas dos seus inimigos e de toda a adversidade. Amparai a cada hum de nós com o vosso constante patrocínio, affim de que, sustentados com o Vosso auxilio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no Ceo a eterna bem-adventurança. Amen. [4]
Glorioso Saom José, modello de todos os que se dedicam ao trabalho, obtende-me a graça de trabalhar com espirito de penitencia, para a expiaçaom de meus numerosos peccados; de trabalhar com consciencia, pondo o culto do dever acima de minhas inclinaçoens; de trabalhar com recolhimento e alegria, olhando como huma honra empregar e desenvolver pelo trabalho os dons recebidos de Deus; de trabalhar com ordem, paz, moderaçaom e paciencia, sem nunca recuar perante o cansaço e as difficuldades; de trabalhar sobretudo com pureza de intençaom e com desapego de mim mesmo, tendo sempre diante dos olhos a morte e a conta que deverei dar do tempo perdido, dos talentos inutilizados, do bem omittido e da vã complacencia no successo, taom funesta à obra de Deus.
Tudo para Jesus, tudo por Maria, tudo à vossa imitaçaom, ò Patriarcha Saom José! Tal será a minha divisa na vida e na morte. Amen. [5]
Dores e Alegrias de Saom José
Porque o Saom José estava associado à Sancta Maria nos Seus gloriosos privilégios, Ele teve também de soffrer como Ela e o seu coraçaom também foi atravessado por septe espadas. [6]Como o escripto já vai longo, e naom quero maçar o benevolo leitor com muitas lettras, prefiro encaminhar para o site onde poderá ler a devoçaom das Septe Dores e Alegrias de Saom José:
http://rosariopermanente.vilabol.uol.com.br/devocoes/sjosesete.htm
[1] Carmo de Aveiro, "Dia 15 - Festa de Saom José", accedido em http://chamavivadocarmo.blogspot.com/2008/03/dia-15-festa-de-so-jos.html aos 15.III.2008AD
[2] "Saint Joseph", accedido em http://saints.sqpn.com/saintj01.htm aos 15.III.2008 AD
[3] "Avé, ò Saom José", accedido em http://www.paroquias.org/oracoes/?o=150 aos 15.III.2008 AD
[4]"Oraçaom a Saom José pela Sancta Igreja", accedido em http://www.paroquias.org/oracoes/?o=154 aos 15.III.2008 AD
[5] Saom Pio X, "Oraçaom a Saom José", accedido em br.geocities.com/marcoantoniocaldeira/Religiao.htm aos 15.III.2008 AD
[6] St Peter Julian Eymard, "Suffering of Saint Joseph - His seven sorrows", accedido em http://www.fatimacrusader.com/cr82/cr82pg27.asp aos 15.III.2008 AD
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quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Deus Pai I
Estava a ler um catecismo moderno, e encontrei esta passagem que merece ser partilhada:
"Ela [a criança] procura espontaneamente um modelo, um ponto de referência na vida.
Com Deus também é assim: não se pode viver sem Ele, não podemos ficar orfãos d'Ele; quem O rejeita, substitui-O imediatamente com qualquer coisa. Corre-se um perigo: a escolha do deus errado, por isso, do pai errado" (1)
Santo Agostinho diz que o homem só terá felicidade quando possuir o Sumo-Bem Deus:
“Longe de mim, Senhor, longe do coração do teu servo, que se confessa diante de ti, longe o pensamento de que uma alegria qualquer possa torná-lo feliz. Há uma alegria que não é concedida aos ímpios, mas aqueles que te servem por puro amor: essa alegria és tu mesmo. E esta é a felicidade: alegrar-nos em ti, de ti e por ti. É esta a felicidade, e não outra. Quem acredita que exista outra felicidade, persegue uma alegria que não é a verdadeira. Contudo, a sua vontade não se afasta de uma certa imagem de alegria.” [Conf. X, 22.] (2)
"Tu, o senhor, nos criaste para ti, e a nossa alma só encontra paz quando repousar em ti" (Santo Agostinho) (3)
(1) Comissão Episcopal da Educação Cristã, "Jesus Gosta de Mim", Secretariado Nacional de Educação Cristã, 2007.
(2) O Homem e a sociedade na concepção de Santo Agostinho, A questão da Felicidade, acedido em: www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/cgi-bin/PRG_0599.EXE/3736_4.PDF?NrOcoSis=7123&CdLinPrg=pt em 28/02/2008
(3) Lindolfo Pieper, À procura da Feliciade, acedido em: http://www.predigten.uni-goettingen.de/predigt.php?id=399&kennung=20070812pt em 28/02/2008
"Ela [a criança] procura espontaneamente um modelo, um ponto de referência na vida.
Com Deus também é assim: não se pode viver sem Ele, não podemos ficar orfãos d'Ele; quem O rejeita, substitui-O imediatamente com qualquer coisa. Corre-se um perigo: a escolha do deus errado, por isso, do pai errado" (1)
Santo Agostinho diz que o homem só terá felicidade quando possuir o Sumo-Bem Deus:
“Longe de mim, Senhor, longe do coração do teu servo, que se confessa diante de ti, longe o pensamento de que uma alegria qualquer possa torná-lo feliz. Há uma alegria que não é concedida aos ímpios, mas aqueles que te servem por puro amor: essa alegria és tu mesmo. E esta é a felicidade: alegrar-nos em ti, de ti e por ti. É esta a felicidade, e não outra. Quem acredita que exista outra felicidade, persegue uma alegria que não é a verdadeira. Contudo, a sua vontade não se afasta de uma certa imagem de alegria.” [Conf. X, 22.] (2)
"Tu, o senhor, nos criaste para ti, e a nossa alma só encontra paz quando repousar em ti" (Santo Agostinho) (3)
(1) Comissão Episcopal da Educação Cristã, "Jesus Gosta de Mim", Secretariado Nacional de Educação Cristã, 2007.
(2) O Homem e a sociedade na concepção de Santo Agostinho, A questão da Felicidade, acedido em: www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/cgi-bin/
(3) Lindolfo Pieper, À procura da Feliciade, acedido em: http://www.predigten.uni-goettingen.de/predigt.php?id=399&kennung=20070812pt em 28/02/2008
sexta-feira, maio 04, 2007
Sobre os pecados que se têm que evitar, suas raízes e consequências
Como ensina São Gregório Magno e depois de ele, São Tomás, os pecados capitais de vanglória ou vaidade, preguiça, inveja, ira, gula e luxúria não são os mais graves de todos, pois são menores que os de heresia, apostasia, desespero e ódio a Deus; mas são os primeiros a que se inclina o nosso coração e conduzem nos a afastarmo-nos de Deus e outras faltas ainda mais graves.
O homem não chega de repente a uma perversidade absoluta, senão pouco a pouco. Examinemos primeiro, em si mesma a raíz dos sete pecados capitais. Todos eles se originam no amor desordenado de si mesmo ou no egoísmo, que não nos deixa amar a Deus sobre todas as coisas e nos inclina a apartarmo-nos de Ele. É evidente que pecamos, isto é, que nos desviamos de Deus e nos alheiamos de Ele cada vez que nos inclinamos a um bem criado de uma maneira não conforme com a vontade divina.
Isto só acontece como consequência de um amor desordenado de nós mesmos, que vem a ser assim a fonte de todo o pecado. Por conseguinte, não só é necessário moderar esse amor desordenado, o egoísmo, como é preciso mortifica-lo, para que ocupe em seu lugar o amor ordenado.
Enquanto que o pecador em estado de pecado mortal se ama a si mesmo sobre todas as coisas e praticamente se antepõe a Deus, o justo ama a Deus mais do que a sí e de resto deve amar-se em Deus e por Deus. Deve amar o seu corpo de tal maneira que sirva a alma, em vez de lhe servir de obstáculo para a vida superior. Há que amar a sua alma conduzindo-a a participar eternamente da vida divina. Há que amar a sua inteligência e vontade, de modo que cada vez participem mais da luz e do amor de Deus. Este é o profundo sentido da mortificação do egoísmo, do amor-próprio e da vontade própria, oposta à vontade de Deus. Há que evitar a que vida desça e pelo contrário, há que fazer que se eleve até Aquele que é a fonte de todo o bem e de toda a beatitude.
O amor desordenado de nós mesmos leva à morte, degundo diz o Senhor: “Quem ama [desordenadamente] a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia [ou mortifica] a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.” (Jo. 12, 25). Desse amor desordenado, raiz de todos os pecados, nascem as três concupiscências que nomeia São João (1 Jo. 2, 16) quando diz: “Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo.”
Observa São Tomás que os pecados carnais são mais vergonhosos que os do espírito porque nos rebaixa ao nível do animal; mas que os do espírito, os únicos que há no demónio, são mais graves, porque vão directamente contra Deus e nos alheia d’Ele.
A concupiscência da carne é o desejo desordenado do que é ou parece útil à conservação do indivíduo ou da espécie e de este amor sensual provem a gula e a luxúria. A concupiscência dos olhos é o desejo desordenado do que agrada à vista, do luxo, das riquezas, do dinheiro que procura os bens terrenos; dela nasce a avareza. A soberba da vida é o amor desordenado da própria excelência e de todo aquilo que possa fazer realçar. Aquele que se deixa levar pela soberba termina fazendo-se a si mesmo seu próprio deus como Lúcifer. De aqui se vê a importância da humildade, virtude fundamental, como o orgulho é a fonte de todo o pecado.
São Gregório e São Tomás ensinam que a soberba é mais que um pecado capital: é a raiz da qual procedem sobre tudo quatro pecados capitais: vaidade, preguiça espiritual, inveja e ira. A vaidade é o amor desordenado de louvores e de honras, a preguiça espiritual se entristece pensando no trabalho requerido para santificar-se, a ira, quando não é uma indignação justificada mas um pecado, é um movimento desordenado da alma que nos inclina a rejeitar violentamente o que nos desagrada, de donde se seguem as disputas, injurias e vociferações.
Estes pecados capitais, sobre tudo a preguiça espiritual, a inveja e a ira, engendram péssima tristeza que aflige a alma e são tudo o contrário da paz espiritual e do gozo que são os frutos da caridade. Todos estes germens de morte deve o homem não só moderar mas mortificar. A prática generosa da mortificação dispõe a alma a outra mais profunda purificação que Deus mesmo realiza, com o fim de destruir totalmente os germens de morte que todavia subsistem na nossa sensibilidade e em nossas faculdade superiores.
Mas não basta considerar as raízes dos sete pecados capitais; é preciso analisar as suas consequências. Por consequências do pecado se entende geralmente as más inclinações que os pecados deixam no nosso temperamento, ainda depois de apagados pela absolvição. Mas também pode entender-se por consequências dos pecados capitais, os demais pecados que têm sua origem neles.
Os pecados capitais se chamam assim porque são como o princípio de muitos outros; temos primeiro a inclinação até eles, e depois, por eles, até outras faltas e às vezes mais graves. Assim é como a vanglória engendra desobediência, jactância, hipocrisia, disputas, discórdias, ânsia de novidades, pertinácia.
A preguiça espiritual conduz ao desgosto das coisas espirituais e do trabalho na santificação, na razão do esforço que exige e engendra a malícia, o rancor ou amargura pelo próximo, cobardia ante o dever, desânimo, a cegueira espiritual, o esquecimento dos preceitos, e a busca de coisas proibidas.
Assim mesmo a inveja ou desagrado voluntário do bem alheio, como se fosse um mal para nós, engendra o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria do mal alheio e a tristeza por seus triunfos.
A gula e a sensualidade engendram por sua vez outros vícios e podem conduzir à cegueira espiritual, ao endurecimento do coração, ao apego da vida presente até perder a esperança da eterna, e o amor de si próprio até ao ódio de Deus e à impenitência final.
Os pecados capitais com frequência são mortais. Podem existir de uma maneira muito vulgar e baixa, como em muitas almas em pecado mortal, ou bem podem existir também, como o nota São João da Cruz, numa alma en estado de graça como outros tantos desvios da via espiritual. Por isso se fala as vezes da soberba espiritual, da gula espiritual, da sensualidade e da preguiça espiritual. A soberba espiritual inclina, por exemplo, a fugir daqueles que nos dirigem repreensões, ainda que tenham autoridade para tal e no-lo dirigem justamente; também pode levar-nos a guardar-lhes algum rancor no nosso coração. Quanto à gula espiritual, poderia fazer-nos desejar consolos sentimentais na piedade, até ao ponto de procurar-nos mais nela do que o próprio Deus. É com o orgulho espiritual, a origem do falso misticismo. Felizmente, à diferença das virtudes, estes vícios não estão conexos, isto é, se podem possuir uns sem os outros, e muitos são até contrários: assim, não é possível ser avarento e pródigo ao mesmo tempo.
A enumeração de todos estes tristes frutos do transbordado amor a si mesmo deve levar-nos a fazer um sério exame de consciência e nos ensina, ademais, que o terreno da mortificação é muito extenso, se queremos viver uma profunda vida cristã.
O exame de consciência, longe de nos apartarmos do pensamento de Deus, nos volve a Ele. E ainda é preciso pedir-lhe a sua luz para ver um pouco a alma como Deus mesmo a vê, para ver o dia ou a semana que passou, como se os víssemos escritos no livro da vida, como o veremos o dia do último juízo. Por isto temos de passar cada noite, com e humildade e contrição, as faltas cometidas de pensamento, palavra, acto e omissão. No exame há que se evitar a minuciosa investigação das mais pequenas faltas, tomadas em sua materialidade, pois semelhante esforço poderia nos fazer cair nos escrúpulos e esquecer as coisas mais importantes. Trata-se menos de fazer uma completa enumeração das faltas veniais do que investigar e acusar sinceramente o princípio de onde geralmente procedem em nós.
A alma não deve deter-se demasiado na consideração de si mesma, desejando ver Deus. Deve, ao contrário, perguntar-se, dirigindo-se a Deus: “Como julgará Deus este dia ou esta semana agora terminada? Tereis buscado Deus ou tereis buscado antes a mim? “
Assim, sem perturbação, a alma tem de se julgar desde um plano elevado, à luz dos divinos preceitos, tal como se julgará no último dia. Mas como disse Santa Catarina de Siena, não separaremos a consideração de nossas faltas do pensamento da infinita misericórdia. Olhemos para nossa fragilidade e miséria à luz da infinita bondade de Deus que nos levanta.
O exame feito deste modo, longe de nos desanimarmos, aumentará a nossa confiança em Deus.
Avistar os nossos pecados nos faz assim compreender, por contraste, o valor da virtude. O que melhor nos faz compreender quanto vale a justiça, é a dor que a injustiça nos produz. É preciso a visão da injustiça que cometemos e o pesar de tê-la cometido faça nascer em nós a “ fome e sede de justiça”. É necessário que, por contraste a formosura da pureza; que a desordem da ira e da inveja nos faça compreender o alto valor da mansidão e da caridade; que as aberrações da soberba nos ilustrem sobre a alta sabedoria da humildade.
Peçamos a Deus que nos inspire um santo aborrecimento do pecado que nos separa da divina bondade, da que tantos benefícios recebemos e temos de esperar para o vindouro. Esse santo ódio do pecado não é, em certo modo, senão o reverso do amor de Deus. É impossível amar profundamente a verdade sem detestar a mentira; amar de coração o bem, e o soberano Bem que é Deus, sem que simultaneamente detestemos o que nos separa de Deus. A maneira de evitar a soberba é pensar com frequência nas humilhações do Salvador e pedir a Deus a virtude da humildade. Para reprimir a inveja temos de rogar pelo próximo, desejando-lhe o mesmo bem que para nós desejamos. Aprendamos igualmente a reprimir os movimentos da ira, afastando-nos dos objectos que a provocam, e agindo e falando com doçura. Esta mortificação é absolutamente indispensável. Pensemos que temos que salvar nossa alma e que no nosso redor há muito bem para fazer, sobretudo na ordem espiritual. Não deitemos no esquecimento que devemos trabalhar para o bem eterno dos demais, para consegui-lo, os meios que o Salvador nos ensinou: a morte progressiva ao pecado, mediante o progresso nas virtudes e sobretudo no amor de Deus.
[Stat Veritas, REGINALDO GARRIGOU-LAGRANGE, “Las tres edades de la vida interior”, (2007). DE LOS PECADOS QUE SE HAN DE EVITAR, SUS RAÍCES Y CONSECUENCIAS , em: http://www.statveritas.com.ar/Espiritualidad/Garrigou-Lagrange-01.htm, acedido a 04/05/2007]
O homem não chega de repente a uma perversidade absoluta, senão pouco a pouco. Examinemos primeiro, em si mesma a raíz dos sete pecados capitais. Todos eles se originam no amor desordenado de si mesmo ou no egoísmo, que não nos deixa amar a Deus sobre todas as coisas e nos inclina a apartarmo-nos de Ele. É evidente que pecamos, isto é, que nos desviamos de Deus e nos alheiamos de Ele cada vez que nos inclinamos a um bem criado de uma maneira não conforme com a vontade divina.
Isto só acontece como consequência de um amor desordenado de nós mesmos, que vem a ser assim a fonte de todo o pecado. Por conseguinte, não só é necessário moderar esse amor desordenado, o egoísmo, como é preciso mortifica-lo, para que ocupe em seu lugar o amor ordenado.
Enquanto que o pecador em estado de pecado mortal se ama a si mesmo sobre todas as coisas e praticamente se antepõe a Deus, o justo ama a Deus mais do que a sí e de resto deve amar-se em Deus e por Deus. Deve amar o seu corpo de tal maneira que sirva a alma, em vez de lhe servir de obstáculo para a vida superior. Há que amar a sua alma conduzindo-a a participar eternamente da vida divina. Há que amar a sua inteligência e vontade, de modo que cada vez participem mais da luz e do amor de Deus. Este é o profundo sentido da mortificação do egoísmo, do amor-próprio e da vontade própria, oposta à vontade de Deus. Há que evitar a que vida desça e pelo contrário, há que fazer que se eleve até Aquele que é a fonte de todo o bem e de toda a beatitude.
O amor desordenado de nós mesmos leva à morte, degundo diz o Senhor: “Quem ama [desordenadamente] a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia [ou mortifica] a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.” (Jo. 12, 25). Desse amor desordenado, raiz de todos os pecados, nascem as três concupiscências que nomeia São João (1 Jo. 2, 16) quando diz: “Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo.”
Observa São Tomás que os pecados carnais são mais vergonhosos que os do espírito porque nos rebaixa ao nível do animal; mas que os do espírito, os únicos que há no demónio, são mais graves, porque vão directamente contra Deus e nos alheia d’Ele.
A concupiscência da carne é o desejo desordenado do que é ou parece útil à conservação do indivíduo ou da espécie e de este amor sensual provem a gula e a luxúria. A concupiscência dos olhos é o desejo desordenado do que agrada à vista, do luxo, das riquezas, do dinheiro que procura os bens terrenos; dela nasce a avareza. A soberba da vida é o amor desordenado da própria excelência e de todo aquilo que possa fazer realçar. Aquele que se deixa levar pela soberba termina fazendo-se a si mesmo seu próprio deus como Lúcifer. De aqui se vê a importância da humildade, virtude fundamental, como o orgulho é a fonte de todo o pecado.
São Gregório e São Tomás ensinam que a soberba é mais que um pecado capital: é a raiz da qual procedem sobre tudo quatro pecados capitais: vaidade, preguiça espiritual, inveja e ira. A vaidade é o amor desordenado de louvores e de honras, a preguiça espiritual se entristece pensando no trabalho requerido para santificar-se, a ira, quando não é uma indignação justificada mas um pecado, é um movimento desordenado da alma que nos inclina a rejeitar violentamente o que nos desagrada, de donde se seguem as disputas, injurias e vociferações.
Estes pecados capitais, sobre tudo a preguiça espiritual, a inveja e a ira, engendram péssima tristeza que aflige a alma e são tudo o contrário da paz espiritual e do gozo que são os frutos da caridade. Todos estes germens de morte deve o homem não só moderar mas mortificar. A prática generosa da mortificação dispõe a alma a outra mais profunda purificação que Deus mesmo realiza, com o fim de destruir totalmente os germens de morte que todavia subsistem na nossa sensibilidade e em nossas faculdade superiores.
Mas não basta considerar as raízes dos sete pecados capitais; é preciso analisar as suas consequências. Por consequências do pecado se entende geralmente as más inclinações que os pecados deixam no nosso temperamento, ainda depois de apagados pela absolvição. Mas também pode entender-se por consequências dos pecados capitais, os demais pecados que têm sua origem neles.
Os pecados capitais se chamam assim porque são como o princípio de muitos outros; temos primeiro a inclinação até eles, e depois, por eles, até outras faltas e às vezes mais graves. Assim é como a vanglória engendra desobediência, jactância, hipocrisia, disputas, discórdias, ânsia de novidades, pertinácia.
A preguiça espiritual conduz ao desgosto das coisas espirituais e do trabalho na santificação, na razão do esforço que exige e engendra a malícia, o rancor ou amargura pelo próximo, cobardia ante o dever, desânimo, a cegueira espiritual, o esquecimento dos preceitos, e a busca de coisas proibidas.
Assim mesmo a inveja ou desagrado voluntário do bem alheio, como se fosse um mal para nós, engendra o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria do mal alheio e a tristeza por seus triunfos.
A gula e a sensualidade engendram por sua vez outros vícios e podem conduzir à cegueira espiritual, ao endurecimento do coração, ao apego da vida presente até perder a esperança da eterna, e o amor de si próprio até ao ódio de Deus e à impenitência final.
Os pecados capitais com frequência são mortais. Podem existir de uma maneira muito vulgar e baixa, como em muitas almas em pecado mortal, ou bem podem existir também, como o nota São João da Cruz, numa alma en estado de graça como outros tantos desvios da via espiritual. Por isso se fala as vezes da soberba espiritual, da gula espiritual, da sensualidade e da preguiça espiritual. A soberba espiritual inclina, por exemplo, a fugir daqueles que nos dirigem repreensões, ainda que tenham autoridade para tal e no-lo dirigem justamente; também pode levar-nos a guardar-lhes algum rancor no nosso coração. Quanto à gula espiritual, poderia fazer-nos desejar consolos sentimentais na piedade, até ao ponto de procurar-nos mais nela do que o próprio Deus. É com o orgulho espiritual, a origem do falso misticismo. Felizmente, à diferença das virtudes, estes vícios não estão conexos, isto é, se podem possuir uns sem os outros, e muitos são até contrários: assim, não é possível ser avarento e pródigo ao mesmo tempo.
A enumeração de todos estes tristes frutos do transbordado amor a si mesmo deve levar-nos a fazer um sério exame de consciência e nos ensina, ademais, que o terreno da mortificação é muito extenso, se queremos viver uma profunda vida cristã.
O exame de consciência, longe de nos apartarmos do pensamento de Deus, nos volve a Ele. E ainda é preciso pedir-lhe a sua luz para ver um pouco a alma como Deus mesmo a vê, para ver o dia ou a semana que passou, como se os víssemos escritos no livro da vida, como o veremos o dia do último juízo. Por isto temos de passar cada noite, com e humildade e contrição, as faltas cometidas de pensamento, palavra, acto e omissão. No exame há que se evitar a minuciosa investigação das mais pequenas faltas, tomadas em sua materialidade, pois semelhante esforço poderia nos fazer cair nos escrúpulos e esquecer as coisas mais importantes. Trata-se menos de fazer uma completa enumeração das faltas veniais do que investigar e acusar sinceramente o princípio de onde geralmente procedem em nós.
A alma não deve deter-se demasiado na consideração de si mesma, desejando ver Deus. Deve, ao contrário, perguntar-se, dirigindo-se a Deus: “Como julgará Deus este dia ou esta semana agora terminada? Tereis buscado Deus ou tereis buscado antes a mim? “
Assim, sem perturbação, a alma tem de se julgar desde um plano elevado, à luz dos divinos preceitos, tal como se julgará no último dia. Mas como disse Santa Catarina de Siena, não separaremos a consideração de nossas faltas do pensamento da infinita misericórdia. Olhemos para nossa fragilidade e miséria à luz da infinita bondade de Deus que nos levanta.
O exame feito deste modo, longe de nos desanimarmos, aumentará a nossa confiança em Deus.
Avistar os nossos pecados nos faz assim compreender, por contraste, o valor da virtude. O que melhor nos faz compreender quanto vale a justiça, é a dor que a injustiça nos produz. É preciso a visão da injustiça que cometemos e o pesar de tê-la cometido faça nascer em nós a “ fome e sede de justiça”. É necessário que, por contraste a formosura da pureza; que a desordem da ira e da inveja nos faça compreender o alto valor da mansidão e da caridade; que as aberrações da soberba nos ilustrem sobre a alta sabedoria da humildade.
Peçamos a Deus que nos inspire um santo aborrecimento do pecado que nos separa da divina bondade, da que tantos benefícios recebemos e temos de esperar para o vindouro. Esse santo ódio do pecado não é, em certo modo, senão o reverso do amor de Deus. É impossível amar profundamente a verdade sem detestar a mentira; amar de coração o bem, e o soberano Bem que é Deus, sem que simultaneamente detestemos o que nos separa de Deus. A maneira de evitar a soberba é pensar com frequência nas humilhações do Salvador e pedir a Deus a virtude da humildade. Para reprimir a inveja temos de rogar pelo próximo, desejando-lhe o mesmo bem que para nós desejamos. Aprendamos igualmente a reprimir os movimentos da ira, afastando-nos dos objectos que a provocam, e agindo e falando com doçura. Esta mortificação é absolutamente indispensável. Pensemos que temos que salvar nossa alma e que no nosso redor há muito bem para fazer, sobretudo na ordem espiritual. Não deitemos no esquecimento que devemos trabalhar para o bem eterno dos demais, para consegui-lo, os meios que o Salvador nos ensinou: a morte progressiva ao pecado, mediante o progresso nas virtudes e sobretudo no amor de Deus.
[Stat Veritas, REGINALDO GARRIGOU-LAGRANGE, “Las tres edades de la vida interior”, (2007). DE LOS PECADOS QUE SE HAN DE EVITAR, SUS RAÍCES Y CONSECUENCIAS , em: http://www.statveritas.com.ar/Espiritualidad/Garrigou-Lagrange-01.htm, acedido a 04/05/2007]
quinta-feira, maio 03, 2007
A Fé
Diz-nos Santo Agostinho sobre a Fé:
"Fides si non cogitatur nulla est" ("De praedestinatione sanctorum", 5; PL 44, 963).
"A Fé, sem razão, é nula" (1)
.........................................................
O Concílio Vaticano I também nos fala sobre a Fé, e diz entre outras definições:
1797. Porém, ainda que a fé esteja acima da razão, jamais pode haver verdadeira desarmonia entre uma e outra, porquanto o mesmo Deus que revela os mistérios e infunde a fé, dotou o espírito humano da luz da razão; e Deus não pode negar-se a si mesmo, nem a verdade jamais contradizer à verdade. A vã aparência de tal contradição nasce principalmente ou de os dogmas da fé não terem sido entendidos e expostos segundo a mente da Igreja, ou de se terem as simples opiniões em conta de axiomas certos da razão. Por conseguinte, "definimos como inteiramente falsas qualquer asserção contrária a uma verdade de fé" [V Concílio de Latrão]. (2)
1810. Cân. 1 – Se alguém afirmar que a razão humana é de tal modo independente, que Deus não possa impor-lhe a fé – seja excomungado [cf. nº 1789] (3)
1816. Cân. 1 - Se alguém disser que na revelação divina não há nenhum mistério verdadeiro e propriamente dito, mas que todos os dogmas da fé podem ser compreendidos e demonstrados pela razão, devidamente cultivada, por meio dos princípios naturais – seja excomungado [cf. nº 1795 sq]. (4)
Portanto, a partir destes textos conclui-se que não há contradição entre a Fé e a razão. E que um mistério divino não pode ser absolutamente conhecido pela razão, pois caso contrário deixaria de ser mistério, mas obviamente esse mistério não é irracional, mas racional, embora não totalmente ententido pela nossa razão.
No Catecismo(5) on-line do vaticano aind podemos encontrar estas defenições de fé:
176 A fé é uma adesão pessoal do homém inteiro a Deus que se revela. Compreende uma adesão da inteligência e da vontadade à Revelação que Deus fez de si mesmo mediante as suas obras e suas palavras.
177 "Crer" entranha, pois, uma dupla referência: à pessoa e à verdade; à verdade por confiança na pessoa que a testifica.
178 Não devemos crer em ninguem que não seja Deus, Pai, Filho, e Espírito Santo.
179 A fé é um dom sobrenatural de Deus. Para crer, o homem necessita os auxilios interiores do Espírito Santo.
180 "Crer" é um acto humano, consciente e livre, que corresnponde à dignidade da pessoa humana.
181 "Crer" é um acto eclesial. A Fé da Igreja, precede, engendra, conduz e alimenta nossa fé. A Igreja é a mãe de todos os crentes. "Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tem a Igreja por mãe" ( S. Cipriano, unit. eccl.: PL4,503A).
182 "Cremos em todas aquelas coisas que se contêm na palavra de Deus escrita ou tranmitida e são propostas pela Igreja...para serem acreditadas como divinamente reveladas. (Paulo VI, SPF 20)
183 A fé é necessária para a salvação. O senhor mesmo o afirma: " Aquele que crê e seja baptisado se salvará; o que não crê, se condenará" (Mc 16,16).
184 "A fé é um gosto antecipado do conhecimento que nos fará bem-aventurados na vida futura" ( S. Tomás de A., comp. 1,2).
1815 O dom da fé permanece no que não pecou contra ela (cf Cc. Trento: DS 1545). Mas, ' a fé sem obras está morta' ( St 2, 26): privada da esperança e da caridade, a fé não une plenamente o fiel a Cristo nem faz dele um membro vivo do seu corpo.
1816 O discípulo de Cristo não deve só guardar a fé e viver dela senão também professa-la, testemunha-la com firmeza e dinfundi-la: " Todos vivam preparados para confessar a Cristo diante dos homens e seguir-lhe pelo caminho da cruz por meio de perseguições que nunca faltam à Igreja" ( LG 42; cf DH 14). O serviço e o testemunho da fé são requeridos para a salvação: 'Todo aquele que se declara por mim ante os homens, eu também me declararei por ele ante meu Pai que está nos céus; mas a quem me megue ante os homens, o negarei também ante meu Pai que está nos céus' (Mt 10, 32-33).
(5) A Santa Sé, Arquivo, O catecismo da Igreja Católica, em http://www.vatican.va/archive/ESL0022/__P12.HTM, acedido a 31/05/2007
(6) A Santa Sé, Arquivo, O catecismo da Igreja Católica, em http://www.vatican.va/archive/ESL0022/__P67.HTM, acedido a 31/05/2007
(7) A Santa Sé, Arquivo, O Catecismo da Igreja Católica - Compêndio. Apêndice, Orações Comuns, Acto de Fé, em http://www.vatican.va/archive/compendium_ccc/documents/archive_2005_compendium-ccc_po.html#A)%20ORAÇÕES%20COMUNS, acedido a 09/05/2007
"Fides si non cogitatur nulla est" ("De praedestinatione sanctorum", 5; PL 44, 963).
"A Fé, sem razão, é nula" (1)
.........................................................
O Concílio Vaticano I também nos fala sobre a Fé, e diz entre outras definições:
1797. Porém, ainda que a fé esteja acima da razão, jamais pode haver verdadeira desarmonia entre uma e outra, porquanto o mesmo Deus que revela os mistérios e infunde a fé, dotou o espírito humano da luz da razão; e Deus não pode negar-se a si mesmo, nem a verdade jamais contradizer à verdade. A vã aparência de tal contradição nasce principalmente ou de os dogmas da fé não terem sido entendidos e expostos segundo a mente da Igreja, ou de se terem as simples opiniões em conta de axiomas certos da razão. Por conseguinte, "definimos como inteiramente falsas qualquer asserção contrária a uma verdade de fé" [V Concílio de Latrão]. (2)
1810. Cân. 1 – Se alguém afirmar que a razão humana é de tal modo independente, que Deus não possa impor-lhe a fé – seja excomungado [cf. nº 1789] (3)
1816. Cân. 1 - Se alguém disser que na revelação divina não há nenhum mistério verdadeiro e propriamente dito, mas que todos os dogmas da fé podem ser compreendidos e demonstrados pela razão, devidamente cultivada, por meio dos princípios naturais – seja excomungado [cf. nº 1795 sq]. (4)
Portanto, a partir destes textos conclui-se que não há contradição entre a Fé e a razão. E que um mistério divino não pode ser absolutamente conhecido pela razão, pois caso contrário deixaria de ser mistério, mas obviamente esse mistério não é irracional, mas racional, embora não totalmente ententido pela nossa razão.
No Catecismo(5) on-line do vaticano aind podemos encontrar estas defenições de fé:
176 A fé é uma adesão pessoal do homém inteiro a Deus que se revela. Compreende uma adesão da inteligência e da vontadade à Revelação que Deus fez de si mesmo mediante as suas obras e suas palavras.
177 "Crer" entranha, pois, uma dupla referência: à pessoa e à verdade; à verdade por confiança na pessoa que a testifica.
178 Não devemos crer em ninguem que não seja Deus, Pai, Filho, e Espírito Santo.
179 A fé é um dom sobrenatural de Deus. Para crer, o homem necessita os auxilios interiores do Espírito Santo.
180 "Crer" é um acto humano, consciente e livre, que corresnponde à dignidade da pessoa humana.
181 "Crer" é um acto eclesial. A Fé da Igreja, precede, engendra, conduz e alimenta nossa fé. A Igreja é a mãe de todos os crentes. "Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tem a Igreja por mãe" ( S. Cipriano, unit. eccl.: PL4,503A).
182 "Cremos em todas aquelas coisas que se contêm na palavra de Deus escrita ou tranmitida e são propostas pela Igreja...para serem acreditadas como divinamente reveladas. (Paulo VI, SPF 20)
183 A fé é necessária para a salvação. O senhor mesmo o afirma: " Aquele que crê e seja baptisado se salvará; o que não crê, se condenará" (Mc 16,16).
184 "A fé é um gosto antecipado do conhecimento que nos fará bem-aventurados na vida futura" ( S. Tomás de A., comp. 1,2).
A fé é uma das três virtude teologais -- a saber: Fé, Esperança e Caridade -- porque é infundida (tal como as outras duas virtudes teologais) por Deus (ver ponto 179 acima) na alma dos fieis para faze-los capazes de obrar como seus filhos e merecer a vida eterna.
Assim, o catecismo define a Fé:
A Fé1814 A fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em todo o que Ele nos disse e revelou, e que a Santa Igreja nos propõe, porque Ele é a própria verdade. Pela fé ' o homem se entrega inteira e livremente a Deus' (DV 5). Por isso o crente se esforça por conhecer e fazer a vontade de Deus. ' O justo viverá pela fé' (Rm 1, 17). A fé viva 'actua pela caridade' ( Gal 5,6).
1815 O dom da fé permanece no que não pecou contra ela (cf Cc. Trento: DS 1545). Mas, ' a fé sem obras está morta' ( St 2, 26): privada da esperança e da caridade, a fé não une plenamente o fiel a Cristo nem faz dele um membro vivo do seu corpo.
1816 O discípulo de Cristo não deve só guardar a fé e viver dela senão também professa-la, testemunha-la com firmeza e dinfundi-la: " Todos vivam preparados para confessar a Cristo diante dos homens e seguir-lhe pelo caminho da cruz por meio de perseguições que nunca faltam à Igreja" ( LG 42; cf DH 14). O serviço e o testemunho da fé são requeridos para a salvação: 'Todo aquele que se declara por mim ante os homens, eu também me declararei por ele ante meu Pai que está nos céus; mas a quem me megue ante os homens, o negarei também ante meu Pai que está nos céus' (Mt 10, 32-33).
Em suma: a Fé não se sente, nem é sentimental, é racional. É uma adesão da inteligência e da vontade à revelação de Deus que não pode mentir, nem enganar-se nem enganar-nos. A Fé não é uma adesão irracional nem sentimental ao sentimento romântico como se quer fazer crer no seio da Igreja Católica, principalmente por alguns membros do clero.
Acto de Fé
Meu Deus, eu creio tudo o que Vós revelastes e a Santa Igreja nos ensina, porque não podeis enganar-Vos nem enganar-nos.
E, expressamente, creio em Vós, único e verdadeiro Deus em três pessoas iguais e distintas: Pai, Filho e Espírito Santo; e creio em Jesus Cristo, Filho de Deus encarnado, morto e ressuscitado por nós, e que a cada um dará, segundo as suas obras, o prémio ou o castigo eterno. Nesta fé quero viver e morrer.
Senhor, aumentai a minha fé. Ámen. (7)
Actus fidei
Dómine Deus, firma fide credo et confíteor ómnia et síngula quæ sancta Ecclésia Cathólica propónit, quia tu, Deus, ea ómnia revelásti, qui es ætérna véritas et sapiéntia quæ nec fállere nec falli potest.In hac fíde vívere et mori státuo. Amen. (7)
(2) Associação Cultural Montfort, Documentos, Concílios. Concílio Vaticano I, Sessão III - Constituição Dogmática Sobre a Fé Católica. Capítulo IV - A Fé a Razão, parágrafo 1797 (1869 - 1870), em http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=concilios&artigo=vaticano1&lang=bra#s3cap3, acedido a 09/05/2007
(3) Associação Cultural Montfort, Documentos, Concílios. Concílio Vaticano I, Cânones sobre a Fé (1869 - 1870), em http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=concilios&artigo=vaticano1&lang=bra#s3cap3, acedido a 10/05/2007
(4) Associação Cultural Montfort, Documentos, Concílios. Cânones sobre a fé e a razão (1869 - 1870), em http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=concilios&artigo=vaticano1&lang=bra#s3cap3, acedido a 10/05/2007Meu Deus, eu creio tudo o que Vós revelastes e a Santa Igreja nos ensina, porque não podeis enganar-Vos nem enganar-nos.
E, expressamente, creio em Vós, único e verdadeiro Deus em três pessoas iguais e distintas: Pai, Filho e Espírito Santo; e creio em Jesus Cristo, Filho de Deus encarnado, morto e ressuscitado por nós, e que a cada um dará, segundo as suas obras, o prémio ou o castigo eterno. Nesta fé quero viver e morrer.
Senhor, aumentai a minha fé. Ámen. (7)
Actus fidei
Dómine Deus, firma fide credo et confíteor ómnia et síngula quæ sancta Ecclésia Cathólica propónit, quia tu, Deus, ea ómnia revelásti, qui es ætérna véritas et sapiéntia quæ nec fállere nec falli potest.In hac fíde vívere et mori státuo. Amen. (7)
(2) Associação Cultural Montfort, Documentos, Concílios. Concílio Vaticano I, Sessão III - Constituição Dogmática Sobre a Fé Católica. Capítulo IV - A Fé a Razão, parágrafo 1797 (1869 - 1870), em http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=concilios&artigo=vaticano1&lang=bra#s3cap3, acedido a 09/05/2007
(3) Associação Cultural Montfort, Documentos, Concílios. Concílio Vaticano I, Cânones sobre a Fé (1869 - 1870), em http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=concilios&artigo=vaticano1&lang=bra#s3cap3, acedido a 10/05/2007
(5) A Santa Sé, Arquivo, O catecismo da Igreja Católica, em http://www.vatican.va/archive/ESL0022/__P12.HTM, acedido a 31/05/2007
(6) A Santa Sé, Arquivo, O catecismo da Igreja Católica, em http://www.vatican.va/archive/ESL0022/__P67.HTM, acedido a 31/05/2007
(7) A Santa Sé, Arquivo, O Catecismo da Igreja Católica - Compêndio. Apêndice, Orações Comuns, Acto de Fé, em http://www.vatican.va/archive/compendium_ccc/documents/archive_2005_compendium-ccc_po.html#A)%20ORAÇÕES%20COMUNS, acedido a 09/05/2007
segunda-feira, julho 25, 2005
Anjos e Demónios -- Homem
Deus somente criou aquilo que é material no mundo?
Deus não criou somente aquilo que é material no mundo, mas também os puros espíritos e cria a alma de cada Homem.
Que são os puros espíritos?
São seres inteligentes sem corpo.
Quem são os anjos?
São ministros invisíveis de Deus, e também nossos guardas.
Os demónios quem são?
São anjos que se revoltaram contra Deus por soberba e foram precipitados no inferno, os quais, por ódio contra Deus, tentam o Homem para o mal.
Quem é o Homem?
É um ser racional composto de alma e corpo.
Que é a alma?
É a parte espiritual do Homem, pela qual ele vive, entende e é livre.
A alma do Homem não morre com o corpo?
Não; vive eternamente, porque é espiritual.
Que cuidados devemos ter com a alma?
Com a alma devemos ter o máximo cuidado porque só salvando a alma seremos eternamente felizes.
Deus não criou somente aquilo que é material no mundo, mas também os puros espíritos e cria a alma de cada Homem.
Que são os puros espíritos?
São seres inteligentes sem corpo.
Quem são os anjos?
São ministros invisíveis de Deus, e também nossos guardas.
Os demónios quem são?
São anjos que se revoltaram contra Deus por soberba e foram precipitados no inferno, os quais, por ódio contra Deus, tentam o Homem para o mal.
Quem é o Homem?
É um ser racional composto de alma e corpo.
Que é a alma?
É a parte espiritual do Homem, pela qual ele vive, entende e é livre.
A alma do Homem não morre com o corpo?
Não; vive eternamente, porque é espiritual.
Que cuidados devemos ter com a alma?
Com a alma devemos ter o máximo cuidado porque só salvando a alma seremos eternamente felizes.
terça-feira, maio 31, 2005
E tambem criou os Anjos
Arcanjo Miguel
Quem São os Anjos?
Os Anjos são espíritos que Deus criou por amor.
Para que servem os Anjos?
Deus criou os Anjos para O amarem e servirem, e participarem da Sua felicidade.
Um dia, Deus mandou um Anjos dizer a Nossa Senhora que A tinha escolhido para ser a Mãe de Jesus.
Deus enviou ainda os Seus Anjos à Terra, em muitas outras ocasiões.
Depois de cumprirem o que Deus lhes manda, os Anjos desaparecem, porque não têm corpo.
Os Anjos são espíritos criados por Deus.
Deus criou os Anjos para O amarem, para O servirem, e para viverem com Ele no Céu.
No Céu, os Anjos adoram e louvam a Deus, e fazem sempre a Sua vontade.
† Anjos do Senhor, ajudai-nos a amar e servir Deus!
in Catecismo de 1963
quarta-feira, maio 25, 2005
Deus criou-nos com uma alma espiritual
São Francisco de Assis.
Diz assim no catecismo:
Nós pensamos e aprendemos muitas coisas.
Nós amamos nossos pais, irmãos e outras pessoas.
Nós amamos a Deus e rezamos-Lhe.
Fazemos tudo isto, porque temos uma alma espiritual criada à semelhança de Deus. Os animais não podem fazer, por não terem uma alma como a nossa.
A nossa alma não pode morrer. O corpo é que morre, quando a alma se separa dele.
[...]
Porque somos superiores aos animais?
Somos superiores aos animais porque temos uma alma espiritual, criada à semelhança de Deus.
Deus criou-nos para vivermos com Ele
Estava a desfolhar coisas antigas e descobri um catecismo de 1963. Achei que era bom pôr alguns dos seus artigos aqui:
Os pais fazem tudo, para que nada falte a seus filhos. Deus também criou tudo o que nos podia fazer falta. Mas a nós criou-nos para Ele.
Enquanto vivermos no Mundo, devemos
Os pais fazem tudo, para que nada falte a seus filhos. Deus também criou tudo o que nos podia fazer falta. Mas a nós criou-nos para Ele.
Enquanto vivermos no Mundo, devemos
- procurar conhece-Lo;
- fazer Sua vontade;
- mostrar-lhe o nosso amor.
Se assim fizermos, Deus levar-nos á, um dia, para junto d'Ele, no Céu.
No Céu, viveremos felizes para sempre.
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