quarta-feira, agosto 13, 2008
Revelações de Santa Brigida - Cap. XL
sexta-feira, agosto 01, 2008
Dia de São Alphosus Maria de Liguori
Nascido para a nobreza, ele foi uma criança prodigio, foi extremamente bem educado, e recebeu o seu doutoramento em Direito da Universidade de Nápoles aos 16 anos. Ele teve a seu próprio trabalho aos 21 anos, e foi brevemente um dos advogados protagonistas em Nápoles, ainda que nunca tenha assistido em tribunal sem ter assistido primeiro à Missa. Ele amava música, tocava cravo e frequentemente assistia ópera, ainda que ele frequentemente ouvia sem aborrecimento para ver o exagerado cenário. Conforme ele ia amadurecendo e aprendia mais e mais sobre o mundo, mais ele o destestava, e finalmente ele sentiu uma vocação para a vida religiosa. Ele renunciou a um casamento organizado, estudo teologia e foi ordenado aos 29 anos.
Pregador e missionário caseiro ao redor de Nápoles . Notado pela seu estilo directo, claro e simples de pregar, e pelo seu estilo gentil e compreensivo no confessionário. Escrever sobre o Asceticismo, teologia e História; mestre teólogo. Ele foi frequentemente oposto pelos oficiais da Igreja por um relaxamento para com os pecadores e pelos oficiais governamentais que se opunham a qualquer coisa religiosa. Fundou a ordem Redentorista femenina em Scala em 1730. Fundou a Congregação do Mais Santo Redentor em Scala, Itália em 1732.
Designado como bispo de Santa Agata dei Gotti pelo Papa Clemente XIII em 1762. Trabalhou para reformar o clero e revitalizar os fieis numa diocese com má reputação. Ele foi afligido com um reumatismo severo, e frequentemente podia apenas mover ou elevar o seu queixo do peito. Em 1775, resignou a sua Sé devido à sua saúde, e foi para aquilo que pensava ser um retiro orante.
Em 1777 o governo real ameaçou dissolver os seus Redentoristas, alegando que eles tinham secretamente continuado o trabalho dos Jesuitas, que tinham sido suprimidos em 1773. Apelando ao seu conhecimento da Congregação, as suas bases a teologia, e as suas capacidades como advogado, Alphosus defendeu os Redemptoristas tão bem que obteu a approvação do rey. Contudo, nesta altura, Alphosus estava quase cego e foi enganado para dar a sua approvação a uma Regra modificada para a congregação, uma que serviu o rei e o governo anti-clerical. Quando o Papa Pio VI viu as mudanças, condenou-o, e removeu Alphonsus de sua posição como o líder da ordem. Isto causou ao Alphosus uma crise a confiança e na fé que tomaram anos para superar. Entretanto, antes sua morte tinha retornado à fé e à paz.
Alphonsus jurou cedo a nunca desperdiçar um momento de sua vida, e viveu essa maneira por mais de 90 anos. Declarou um doutor da igreja pelo papa Pius IX em 1871.
Quando era bispo, um dos padres de Alphonsus' conduzira uma vida mundana, e resistira todas as tentativas de mudar. Foi chamado a Alphonsus, e na entrada do estúdio do bispo, ele encontrou um grande crucifixo colocado no inicio da entrada. Quando o padre hesitou a entrar, Alphonsus disse sossegadamente: " Vem mais adiante, e esteja certo de espezinhá-lo. Não seria a primeira vez que coloca nosso Senhor abaixo de seus pés." [in: http://saints.sqpn.com/sainta09.htm]
quinta-feira, junho 12, 2008
Santo "Ecuménico" III- Santo António
Sancte Antoni, gemma paupertatis,R. ora pro nobis.
Sancte Antoni, forma obedientiae,R. ora pro nobis.
Sancte Antoni, doctor veritatis,R. ora pro nobis.
Sancte Antoni, malleus haereticorum,R. ora pro nobis.
Sancte Antoni, pavor infidelium,R. ora pro nobis.
Sancte Antoni, martyr desiderio,R. ora pro nobis.
Sancte Antoni, terror daemonum,R. ora pro nobis.
Vida
Nascido e criado em Lisboa, aos quinze anos entrou para um convento de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, e em 1220, com vinte e cinco anos, impressionado pela pregação de alguns frades que conheceu em Coimbra enquanto estudava no Mosteiro de Santa Cruz, trocou o seu nome por António e ingressou na Ordem dos Franciscanos. Era um pregador culto e apaixonado, conhecido pela sua devoção aos pobres e pela habilidade para converter heréticos.[http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_António_de_Lisboa]
É interessante notar aqui, que Santo António convertia os herejes, não assimilava as suas práticas idólatras nem dialogava com eles, convertia-os.
Vide Dia 16 de Janeiro, o dia dos Santos Mártires Franciscanos
Nesse link, o benevolo leitor pode ler que Santo António teve o desejo de pregar e ser martyr em Marrocos, terra de infieis, depois de ter visto os restos mortais dos franciscanos martyrizados nessa terra.
segunda-feira, maio 26, 2008
Santo "Ecuménico" II - Santa Catarina de Siena
Esta grande Santa vai mais longe e diz que QUALQUER pecador sem Fé são obras mortas devido à ausência de Charidade. Eis o artigo:
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Vejamos o que diz o Catechismo:
§162 A fé é um dom gratuito que Deus concede ao homem. Podemos perder este dom inestimável; São Paulo alerta Timóteo sobre isso: 'Combate... o bom combate, com fé e boa consciência; pois alguns, rejeitando a boa consciência, vieram a naufragar na fé" (1Tm 1,18-19). Para viver, crescer e perseverar até o fim na fé, devemos alimentá-la com a Palavra de Deus; devemos implorar ao Senhor que a aumente; ela deve "agir pela caridade" (Gl 5,6), ser carregada pela esperança e estar enraizada na fé da Igreja.
E continua:
§1856 O pecado mortal, atacando em nós o princípio vital, que é a caridade, exige uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração, que se realiza normalmente no sacramento da Reconciliação.
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Ora se a Igreja Catholica Apostolica Romana diz : «Extra Ecclesiam nulla salus (fora da Igreja não há salvação)» e o catechismo afirma que devemos crer o que a "Santa Igreja nos propõe a crer, porque Elle é a propria verdade", então que "Espirito" é esse que assopra "para além das «fronteiras» da Igreja «nominal»"?
Mesmo que um protestante validamente baptizado peque como se justificará? Se a falsa igreja dele condena o sacramento da Reconciliação, como pode o Espirito Santo habitar nele, se eles são os primeiros a rejeitá-Lo?
Por Deus querer dar a salvação eterna a todos, Elle fundou a Sua Santa Igreja em São Pedro e instituiu sete Sacramentos necessários para a salvação do genero humano: embora nem todos saom necessarios para todos, a saber: Baptismo, Confirmação, Eucaristia, Penitencia, Extrema Uncção, Sanctas Ordens, e Matrimonio; e que conferem graça, e que destes, Baptismo, Confirmação, e Sanctas Ordens não podem ser repetidos sem sacrilegio (Credo de São Pio V)
Melhor figura faziam se pregassem a Palavra de Deus que salva, em vez da palavra da mentira.
segunda-feira, abril 14, 2008
Santo "Ecuménico" I - Santiago.
Santiago também conhecido por Santo Iago de Iacobus, Tiago Maior, ou Tiago filho de Zebedeu é um dos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo que pregou na península Ibérica.
Foi martirizado em Jerusalém, no ano 44 AD.
Segundo certas tradições, São Tiago foi visto pelos cristãos, cavalgando à frente da batalha num cavalo branco, com sua espada, sendo a partir de então apelidado de Matamouros. Foi sob a sua bandeira que o Cristianismo reconquistou a Espanha.
Benévolo leitor, se o facto de Santiago ser cavaleiro o escandaliza, não é de certo o primeiro. E se lhe escandaliza o facto de tão grande Santo lutar contra os mouros (e índios), o caro leitor pode ser um ecuménico! Não se escandalize, benévolo leitor, com a defesa de Deus Nosso Senhor que este Santo Apóstolo fez nas terras hispânicas.
Vejamos:
Sempre houve vozes contra o patronato guerreiro. O pioneiro fora um peregrino grego de nome Ostiano. O sucedido fora nas vésperas da conquista de Coimbra pelo rei de Castela Fernando I o Grande (morto em 1065). Ostiano que culminou sua peregrinação a Santiago, escutou uns comentários de uns peregrinos esta particular faceta do Apóstolo a cavalo e brandindo uma espada, coisa que o escandalizou. O peregrino recriminou aos outros devotos que pintaram o santo como ginete e espadachim, dizendo-lhes assim:
“Amigos, não o chameis de cavaleiro mas de pescador!”
Pela noite, segundo conta a tradição repetida nas crónicas medievais, apareceu-lhe em sonhos o Senhor Santiago que calça esporas, vestido com roupas radiantes e portando nas suas mãos umas chaves, e lhe disse:
“ Ostiano, não duvides de minha cavalaria, que que hás de saber que sou cavaleiro de meu Senhor Jesus Cristo ajudador dos cristãos contra os mouros, e digo-te mais: com estas chaves que tenho na mão, amanhã domingo à terça hora, abrirei as portas de Coimbra e a darei ao Rei Dom Fernando.”
Ostiano, o ecuménico e incrédulo escaldado, comunicou no dia seguinte a celestial aparição às autoridades eclesiásticas. À hora prevista os mouros de Coimbra sucumbiam depois de um prolongado assédio e as hostes de Fernando I entravam em glória na mesquita convertida em Catedral.
Oração I
Ó Glorioso Santiago, devido ao teu fervor e generosidade, Jesus escolheu-te para testemunhar a Sua glória no Monte e Sua agonia no Jardim. Obtende para nós força e consolação nas dificuldades desta vida. Ajudai-nos a seguir a Cristo constante e generosamente, afim de sermos vitoriosos sobre todas as dificuldades e para recebermos a coroa de glória no Céu. Amen
* Como vê, benévolo leitor, este santo não é nada ecuménico, é o santo das cruzadas e da reconquista, é o Matamouros!
sábado, março 15, 2008
Saom José
Hoje aos 15 de Março de 2008 he o dia de Saom José.
Neste escripto vou escrever algumas oraçoens a Saom José, que no meu pequeno parecer, falam abundantemente da Sua Vida.
Eis uma representaçaom de Saom José:
Saom José he representado geralmente segurando o Menino Jesus e uma açucena. Por vezes também se acompanha de ferramentas de carpinteiro, calice ou cruz. [2]
bendito hes tu entre os homens, e bendito he o filho de Deus que a ti foi confiado: Jesus.
Saom José, Padroeiro da Igreja universal, guarda as nossas familias na paz e na graça divina, e socorre-nos na hora da nossa morte. Amen. [3]
Protegei, ò guarda providente da divina familia, o povo eleito de Jesus Christo. Afastai para longe de nós, ò pae amantissimo, a peste do erro e do vicio. Assisti-nos, do alto do Ceo, ò nosso fortissimo sustentaculo, na luta contra o poder das trevas, e assim como outrora salvastes a vida ameaçada do Menino Jesus, defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas dos seus inimigos e de toda a adversidade. Amparai a cada hum de nós com o vosso constante patrocínio, affim de que, sustentados com o Vosso auxilio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no Ceo a eterna bem-adventurança. Amen. [4]
Glorioso Saom José, modello de todos os que se dedicam ao trabalho, obtende-me a graça de trabalhar com espirito de penitencia, para a expiaçaom de meus numerosos peccados; de trabalhar com consciencia, pondo o culto do dever acima de minhas inclinaçoens; de trabalhar com recolhimento e alegria, olhando como huma honra empregar e desenvolver pelo trabalho os dons recebidos de Deus; de trabalhar com ordem, paz, moderaçaom e paciencia, sem nunca recuar perante o cansaço e as difficuldades; de trabalhar sobretudo com pureza de intençaom e com desapego de mim mesmo, tendo sempre diante dos olhos a morte e a conta que deverei dar do tempo perdido, dos talentos inutilizados, do bem omittido e da vã complacencia no successo, taom funesta à obra de Deus.
Tudo para Jesus, tudo por Maria, tudo à vossa imitaçaom, ò Patriarcha Saom José! Tal será a minha divisa na vida e na morte. Amen. [5]
Como o escripto já vai longo, e naom quero maçar o benevolo leitor com muitas lettras, prefiro encaminhar para o site onde poderá ler a devoçaom das Septe Dores e Alegrias de Saom José:
http://rosariopermanente.vilabol.uol.com.br/devocoes/sjosesete.htm
[1] Carmo de Aveiro, "Dia 15 - Festa de Saom José", accedido em http://chamavivadocarmo.blogspot.com/2008/03/dia-15-festa-de-so-jos.html aos 15.III.2008AD
[2] "Saint Joseph", accedido em http://saints.sqpn.com/saintj01.htm aos 15.III.2008 AD
[3] "Avé, ò Saom José", accedido em http://www.paroquias.org/oracoes/?o=150 aos 15.III.2008 AD
[4]"Oraçaom a Saom José pela Sancta Igreja", accedido em http://www.paroquias.org/oracoes/?o=154 aos 15.III.2008 AD
[5] Saom Pio X, "Oraçaom a Saom José", accedido em br.geocities.com/marcoantoniocaldeira/Religiao.htm aos 15.III.2008 AD
[6] St Peter Julian Eymard, "Suffering of Saint Joseph - His seven sorrows", accedido em http://www.fatimacrusader.com/cr82/cr82pg27.asp aos 15.III.2008 AD
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Deus Pai I
"Ela [a criança] procura espontaneamente um modelo, um ponto de referência na vida.
Com Deus também é assim: não se pode viver sem Ele, não podemos ficar orfãos d'Ele; quem O rejeita, substitui-O imediatamente com qualquer coisa. Corre-se um perigo: a escolha do deus errado, por isso, do pai errado" (1)
Santo Agostinho diz que o homem só terá felicidade quando possuir o Sumo-Bem Deus:
“Longe de mim, Senhor, longe do coração do teu servo, que se confessa diante de ti, longe o pensamento de que uma alegria qualquer possa torná-lo feliz. Há uma alegria que não é concedida aos ímpios, mas aqueles que te servem por puro amor: essa alegria és tu mesmo. E esta é a felicidade: alegrar-nos em ti, de ti e por ti. É esta a felicidade, e não outra. Quem acredita que exista outra felicidade, persegue uma alegria que não é a verdadeira. Contudo, a sua vontade não se afasta de uma certa imagem de alegria.” [Conf. X, 22.] (2)
"Tu, o senhor, nos criaste para ti, e a nossa alma só encontra paz quando repousar em ti" (Santo Agostinho) (3)
(1) Comissão Episcopal da Educação Cristã, "Jesus Gosta de Mim", Secretariado Nacional de Educação Cristã, 2007.
(2) O Homem e a sociedade na concepção de Santo Agostinho, A questão da Felicidade, acedido em: www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/cgi-bin/
(3) Lindolfo Pieper, À procura da Feliciade, acedido em: http://www.predigten.uni-goettingen.de/predigt.php?id=399&kennung=20070812pt em 28/02/2008
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Dia 16 de Janeiro, o dia dos Santos Mártires Franciscanos
Os santos mártires franciscanos foram:
- Acursies (leigo);
- Adjutus (leigo);
- Beraldus (padre);
- Otto (padre);
- Pedro(padre);
Foram enviados por São Francisco de Assis para evangelizar os Mouros ocidentais. Eles pregaram em Itália, Aragão, Coimbra, Sevilha e finalmente em Marrocos, onde foram banidos e a seu regresso martirizados. (1)
Foram martirizados em Marrocos por flagelação até que apareceu a descoberto as suas costelas, depois de terem vertido óleo fervente e vinagre nas suas feridas, arrastaram os seus corpos em pedras afiadas e depois decapidados à espada. As suas relíquias foram resgatadas e agora estão no Mosteira da Santa Cruz em Coimbra. (1)
Foram canonizados pelo Papa Sixtus IV em 1481. (1)
Os Santos mártires que foram pregar, sem violas para embalar os pacíficos mouros, deram exemplo com os seus corpos torturados e induziram Sto António a ser franciscano; o qual foi evangelizar a Marrocos mesmo tendo visto o que acontecera aos frades. Eis exemplos de coragem!
Querido Santo António, tornaste-te um Franciscano com esperança de partilhar o vosso sangue por Cristo. Nos planos de Deus designados para vós, a vossa sede de martírio nunca foi satisfeita. Santo António, Martir de Desejo, orai para que me torne menos amedrontado, para que me mantenha firme e seja contado como um seguidor do Senhor Jesus. Intercedei também pelas minhas outras intenções. (nomeá-las) (2)
(1) Catholic-Forum, Adjutus, em: http://www.catholic-forum.com/saints/sainta83.htm, acedido a 18/01/2008
(2) Catholic-Forum, Franciscan Mission Associates, Prayer to Saint Anthony of Padua, Martyr of Desire, em: http://www.catholic-forum.com/saints/pray0705.htm, acedido a 18/01/2008.
sexta-feira, maio 04, 2007
Sobre os pecados que se têm que evitar, suas raízes e consequências
O homem não chega de repente a uma perversidade absoluta, senão pouco a pouco. Examinemos primeiro, em si mesma a raíz dos sete pecados capitais. Todos eles se originam no amor desordenado de si mesmo ou no egoísmo, que não nos deixa amar a Deus sobre todas as coisas e nos inclina a apartarmo-nos de Ele. É evidente que pecamos, isto é, que nos desviamos de Deus e nos alheiamos de Ele cada vez que nos inclinamos a um bem criado de uma maneira não conforme com a vontade divina.
Isto só acontece como consequência de um amor desordenado de nós mesmos, que vem a ser assim a fonte de todo o pecado. Por conseguinte, não só é necessário moderar esse amor desordenado, o egoísmo, como é preciso mortifica-lo, para que ocupe em seu lugar o amor ordenado.
Enquanto que o pecador em estado de pecado mortal se ama a si mesmo sobre todas as coisas e praticamente se antepõe a Deus, o justo ama a Deus mais do que a sí e de resto deve amar-se em Deus e por Deus. Deve amar o seu corpo de tal maneira que sirva a alma, em vez de lhe servir de obstáculo para a vida superior. Há que amar a sua alma conduzindo-a a participar eternamente da vida divina. Há que amar a sua inteligência e vontade, de modo que cada vez participem mais da luz e do amor de Deus. Este é o profundo sentido da mortificação do egoísmo, do amor-próprio e da vontade própria, oposta à vontade de Deus. Há que evitar a que vida desça e pelo contrário, há que fazer que se eleve até Aquele que é a fonte de todo o bem e de toda a beatitude.
O amor desordenado de nós mesmos leva à morte, degundo diz o Senhor: “Quem ama [desordenadamente] a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia [ou mortifica] a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.” (Jo. 12, 25). Desse amor desordenado, raiz de todos os pecados, nascem as três concupiscências que nomeia São João (1 Jo. 2, 16) quando diz: “Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo.”
Observa São Tomás que os pecados carnais são mais vergonhosos que os do espírito porque nos rebaixa ao nível do animal; mas que os do espírito, os únicos que há no demónio, são mais graves, porque vão directamente contra Deus e nos alheia d’Ele.
A concupiscência da carne é o desejo desordenado do que é ou parece útil à conservação do indivíduo ou da espécie e de este amor sensual provem a gula e a luxúria. A concupiscência dos olhos é o desejo desordenado do que agrada à vista, do luxo, das riquezas, do dinheiro que procura os bens terrenos; dela nasce a avareza. A soberba da vida é o amor desordenado da própria excelência e de todo aquilo que possa fazer realçar. Aquele que se deixa levar pela soberba termina fazendo-se a si mesmo seu próprio deus como Lúcifer. De aqui se vê a importância da humildade, virtude fundamental, como o orgulho é a fonte de todo o pecado.
São Gregório e São Tomás ensinam que a soberba é mais que um pecado capital: é a raiz da qual procedem sobre tudo quatro pecados capitais: vaidade, preguiça espiritual, inveja e ira. A vaidade é o amor desordenado de louvores e de honras, a preguiça espiritual se entristece pensando no trabalho requerido para santificar-se, a ira, quando não é uma indignação justificada mas um pecado, é um movimento desordenado da alma que nos inclina a rejeitar violentamente o que nos desagrada, de donde se seguem as disputas, injurias e vociferações.
Estes pecados capitais, sobre tudo a preguiça espiritual, a inveja e a ira, engendram péssima tristeza que aflige a alma e são tudo o contrário da paz espiritual e do gozo que são os frutos da caridade. Todos estes germens de morte deve o homem não só moderar mas mortificar. A prática generosa da mortificação dispõe a alma a outra mais profunda purificação que Deus mesmo realiza, com o fim de destruir totalmente os germens de morte que todavia subsistem na nossa sensibilidade e em nossas faculdade superiores.
Mas não basta considerar as raízes dos sete pecados capitais; é preciso analisar as suas consequências. Por consequências do pecado se entende geralmente as más inclinações que os pecados deixam no nosso temperamento, ainda depois de apagados pela absolvição. Mas também pode entender-se por consequências dos pecados capitais, os demais pecados que têm sua origem neles.
Os pecados capitais se chamam assim porque são como o princípio de muitos outros; temos primeiro a inclinação até eles, e depois, por eles, até outras faltas e às vezes mais graves. Assim é como a vanglória engendra desobediência, jactância, hipocrisia, disputas, discórdias, ânsia de novidades, pertinácia.
A preguiça espiritual conduz ao desgosto das coisas espirituais e do trabalho na santificação, na razão do esforço que exige e engendra a malícia, o rancor ou amargura pelo próximo, cobardia ante o dever, desânimo, a cegueira espiritual, o esquecimento dos preceitos, e a busca de coisas proibidas.
Assim mesmo a inveja ou desagrado voluntário do bem alheio, como se fosse um mal para nós, engendra o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria do mal alheio e a tristeza por seus triunfos.
A gula e a sensualidade engendram por sua vez outros vícios e podem conduzir à cegueira espiritual, ao endurecimento do coração, ao apego da vida presente até perder a esperança da eterna, e o amor de si próprio até ao ódio de Deus e à impenitência final.
Os pecados capitais com frequência são mortais. Podem existir de uma maneira muito vulgar e baixa, como em muitas almas em pecado mortal, ou bem podem existir também, como o nota São João da Cruz, numa alma en estado de graça como outros tantos desvios da via espiritual. Por isso se fala as vezes da soberba espiritual, da gula espiritual, da sensualidade e da preguiça espiritual. A soberba espiritual inclina, por exemplo, a fugir daqueles que nos dirigem repreensões, ainda que tenham autoridade para tal e no-lo dirigem justamente; também pode levar-nos a guardar-lhes algum rancor no nosso coração. Quanto à gula espiritual, poderia fazer-nos desejar consolos sentimentais na piedade, até ao ponto de procurar-nos mais nela do que o próprio Deus. É com o orgulho espiritual, a origem do falso misticismo. Felizmente, à diferença das virtudes, estes vícios não estão conexos, isto é, se podem possuir uns sem os outros, e muitos são até contrários: assim, não é possível ser avarento e pródigo ao mesmo tempo.
A enumeração de todos estes tristes frutos do transbordado amor a si mesmo deve levar-nos a fazer um sério exame de consciência e nos ensina, ademais, que o terreno da mortificação é muito extenso, se queremos viver uma profunda vida cristã.
O exame de consciência, longe de nos apartarmos do pensamento de Deus, nos volve a Ele. E ainda é preciso pedir-lhe a sua luz para ver um pouco a alma como Deus mesmo a vê, para ver o dia ou a semana que passou, como se os víssemos escritos no livro da vida, como o veremos o dia do último juízo. Por isto temos de passar cada noite, com e humildade e contrição, as faltas cometidas de pensamento, palavra, acto e omissão. No exame há que se evitar a minuciosa investigação das mais pequenas faltas, tomadas em sua materialidade, pois semelhante esforço poderia nos fazer cair nos escrúpulos e esquecer as coisas mais importantes. Trata-se menos de fazer uma completa enumeração das faltas veniais do que investigar e acusar sinceramente o princípio de onde geralmente procedem em nós.
A alma não deve deter-se demasiado na consideração de si mesma, desejando ver Deus. Deve, ao contrário, perguntar-se, dirigindo-se a Deus: “Como julgará Deus este dia ou esta semana agora terminada? Tereis buscado Deus ou tereis buscado antes a mim? “
Assim, sem perturbação, a alma tem de se julgar desde um plano elevado, à luz dos divinos preceitos, tal como se julgará no último dia. Mas como disse Santa Catarina de Siena, não separaremos a consideração de nossas faltas do pensamento da infinita misericórdia. Olhemos para nossa fragilidade e miséria à luz da infinita bondade de Deus que nos levanta.
O exame feito deste modo, longe de nos desanimarmos, aumentará a nossa confiança em Deus.
Avistar os nossos pecados nos faz assim compreender, por contraste, o valor da virtude. O que melhor nos faz compreender quanto vale a justiça, é a dor que a injustiça nos produz. É preciso a visão da injustiça que cometemos e o pesar de tê-la cometido faça nascer em nós a “ fome e sede de justiça”. É necessário que, por contraste a formosura da pureza; que a desordem da ira e da inveja nos faça compreender o alto valor da mansidão e da caridade; que as aberrações da soberba nos ilustrem sobre a alta sabedoria da humildade.
Peçamos a Deus que nos inspire um santo aborrecimento do pecado que nos separa da divina bondade, da que tantos benefícios recebemos e temos de esperar para o vindouro. Esse santo ódio do pecado não é, em certo modo, senão o reverso do amor de Deus. É impossível amar profundamente a verdade sem detestar a mentira; amar de coração o bem, e o soberano Bem que é Deus, sem que simultaneamente detestemos o que nos separa de Deus. A maneira de evitar a soberba é pensar com frequência nas humilhações do Salvador e pedir a Deus a virtude da humildade. Para reprimir a inveja temos de rogar pelo próximo, desejando-lhe o mesmo bem que para nós desejamos. Aprendamos igualmente a reprimir os movimentos da ira, afastando-nos dos objectos que a provocam, e agindo e falando com doçura. Esta mortificação é absolutamente indispensável. Pensemos que temos que salvar nossa alma e que no nosso redor há muito bem para fazer, sobretudo na ordem espiritual. Não deitemos no esquecimento que devemos trabalhar para o bem eterno dos demais, para consegui-lo, os meios que o Salvador nos ensinou: a morte progressiva ao pecado, mediante o progresso nas virtudes e sobretudo no amor de Deus.
[Stat Veritas, REGINALDO GARRIGOU-LAGRANGE, “Las tres edades de la vida interior”, (2007). DE LOS PECADOS QUE SE HAN DE EVITAR, SUS RAÍCES Y CONSECUENCIAS , em: http://www.statveritas.com.ar/Espiritualidad/Garrigou-Lagrange-01.htm, acedido a 04/05/2007]
quinta-feira, dezembro 07, 2006
De alguns animais domésticos de que me servi para me estimular na prática da virtude
[*Quem pôs a sabedoria nas nuvens, e a inteligência no meteoro?]
2º) O galo canta e nas horas do dia e da noite. Eu devo louvar a Deus todas as horas do dia e da noite. E, além do mais, devo exortar aos para que o façam.
4º) O galo, ao mais pequeno rumor ou apreensão de perigo, dá voz de alarme. Eu devo fazer o mesmo: avisar as almas ao mais pequeno perigo de pecar.
6º) O galo é muito generoso; mal encontra alguma coisa que possa servir de alimento, quando, privando-se dela, chama as galinhas para que o colham. Eu devo abster-me de regalos e conveniências e ser generoso e caritativo com os pobres e necessitados.
7º) O galo antes de cantar move as asas. Eu antes de pregar devo mover e bater as asas do estudo e da oração.
8º) O galo é muito fecundo. Eu devo sê-lo espiritualmente, de modo que possa dizer com o Apóstolo: Per evangelium ego vos genui (Cor. 4, 15: fui eu que vos gerei em Cristo Jesus pelo Evangelho.)
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Feliz é a Virgem nossa mãe
Oração Visigótica. [Congregação das Religiosas Reparadoras de Nossa Senhora das Dores de Fátima (2006). Maria na nossa vida. Acedido a 06/12/2006 em http://www.reparadorasfatima.pt/]
quarta-feira, maio 25, 2005
Deus criou-nos com uma alma espiritual
segunda-feira, maio 23, 2005
Apresentação
Este é um blog para todos, até para aqueles que não querem saber dele, até porque duvido que o encontrem, mas se está a ler isto é porque o encontrou e isso é bom.
Como ensinou São Paulo: "prega a palavra, insiste oportuna e inoportunamente" (II Timóteo VI,2).



